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Startup russa investe R$ 5,4 mi para buscar liderança em no-code no Brasil

A carência de profissionais de tecnologia é um fato. Só na grande São Paulo, segundo dados coletados pela Catho, o aumento da procura por desenvolvedores foi de 600% em relação ao período pré-pandemia. Ao mesmo tempo, seis em cada dez líderes de empresas afirmam que o investimento em tecnologia será uma prioridade ainda maior nos próximos anos. Como equalizar os dois lados dessa balança? Para a startup russa Albato, a solução está no aumento contínuo da disseminação de plataformas “no-code”, um mercado em ascensão no Brasil. E, para ser líder no Brasil dentro do segmento, a empresa chega ao país com um investimento inicial de 1 milhão de dólares (ou R$ 5,4 milhões).

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Para ficar fácil de entender, é possível, novamente, recorrer à analogia da construção civil: construir um app ou um programa para uma empresa do zero seria como construir uma casa do jeito tradicional, com tijolos, argamassa e um tanto de tempo dedicado. O low-code facilita esse processo, como se trouxesse uma casa pré-fabricada, mas na qual ainda seria necessário ter conhecimento para reformá-la e deixá-la do jeito esperado. E o no-code seria algo como uma casa pré-fabricada, já reformada e mobiliada, em que você só teve de escolher pela internet o que seria necessário ter dentro do seu novo lar. 

Trazendo o conceito para a aplicação real, enquanto no low-code, é necessário que a pessoa que utiliza essas ferramentas e plataformas tenha algum conhecimento em desenvolvimento e programação, no “no-code”, não é necessário ter conhecimento algum em programação para criar um aplicativo ou um programa de computador em geral, do zero. Junto ao low-code, esse mercado fatur, atualmente, entre US$ 13,3 bilhões e US$ 17,7 bilhões, valores que podem crescer para US$ 58,8 bilhões a US$ 125,4 bilhões em 2027, segundo estimativas do Gartner

No caso da Albato, os R$ 5,4 milhões a serem aplicados no Brasil são apenas o primeiro passo para um plano maior de tomar a liderança no país e, posteriormente, adquirir relevância na América Latina. Os fundos para realizar o investimento vieram de uma rodada realizada no leste europeu, em que contribuíram, por exemplo, investidores como Aleksandr Shamis e Mikhail Aleksandrovskiy, fundadores do serviço internacional de entregas Borzo, também presente no Brasil. 

“O período em que esse dinheiro será investido vai depender de algumas condições como a análise do mercado local. A ideia é ter dinheiro suficiente para atingir o breakeven  no menor tempo possível”, diz Alexey Beily, CEO da Albato, à EXAME. 

A empresa foi fundada em 2017, como um spin-off de outra startup de sucesso na Rússia, a Calltouch, que foi comprada no ano passado pela Mango Telecom, fornecedora de serviços na nuvem líder na Rússia, por um valor não revelado — mas cujos rumores apontam para algo em torno de US$ 13 milhões. A transação envolve, principalmente, adquirir a capacidade de análise de marketing que a startup tem, uma vez que seu principal produto é o de um software capaz de reunir em um único local todas as despesas de marketing das empresas contratadas. 

A companhia não divulga dados de faturamento, mas afirma que, hoje, o Brasil responde por 5% do faturamento da empresa e cerca de 30% dos usuários globais estão na Comunidade dos Estados Independentes, pela afinidade com o idioma russo. De acordo com a Albato, os primeiros passos para construir a base de clientes foram dados em maio de 2021 e, agora, com mais fôlego no aporte, a ideia é que o país passe a representar de 30% a 50% do faturamento nos próximos anos. 

Globalmente, a Albato tem 75 mil clientes, divididos em dois produtos principais, por chamados internamente de “Builder” e “Embedded”. O primeiro consiste na plataforma de no-code propriamente dita, em que empresas de todos os portes e profissionais de praticamente todos os níveis conseguem criar apps e programas, mesmo com zero conhecimento de programação.

A segunda oferta é um serviço whitelabel, em que a Albato cria e gerencia integrações para diferentes plataformas, sem que os clientes da empresa contratada saiam da interface gerenciada pela empresa que contratou a Albato. A vantagem é a rapidez para integrar novas funcionalidades, sem precisar contratar novos desenvolvedores ou atrasar projetos para fazer com que isso ande com a mão-de-obra já existente.

Um dos clientes da companhia dentro dessa modalidade é o Jivochat, plataforma B2B que reúne em um único lugar todos os chats recebidos por empresas contratadas. Exemplo: em vez de a empresa entrar no WhatsApp, Instagram, Telegram e Facebook, ela acessa a plataforma do Jivochat e consegue visualizar em um único local todos os chats recebidos nessas redes sociais. 

Dentro do Jivochat, toda a integração de apps e sistemas é feita pela Albato (por exemplo, ligar o Slack ao próprio CRM da empresa). Para “fora de casa”, integrações com plataformas de e-commerce permitem que os clientes da Jivochat possam instalar o produto e utilizá-lo rapidamente. Como resultado, a Jivochat registrou tempo de vida útil de clientes (ou LTV, na sigla em inglês) até 30% maior do que antes. 

Para conquistar seu espaço dentro desse mercado — que ainda é bastante incipiente no Brasil em termos de concorrentes locais, sendo o nome mais expressivo a startup Fluna — a Albato acredita que o diferencial de trazer um suporte 100% local, com a língua nativa sendo priorizada (além do fôlego de captação estrangeira) podem trazer uma vantagem competitiva significativa em relação aos concorrentes.

Na outra ponta, está o desafio de educar o consumidor brasileiro sobre o que é o no-code e como é possível aproveitar as vantagens que ele oferece. Em uma primeira tentativa de explorar esse potencial, a empresa firmou recentemente um contrato com uma empresa de educação de destaque, a fim de oferecer um curso especializado em no-code, para quem não tem nenhuma noção sobre o assunto conseguir entendê-lo um pouco melhor. 

“Acreditamos que há um mercado enorme a ser explorado no Brasil. Queremos colaborar para a automatização de tarefas repetitivas e permitir tanto que as pessoas possam utilizar as ferramentas de trabalho que quiserem para trabalhar quanto que as empresas possam oferecer os melhores serviços aos seus clientes”, diz Alexey.

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Probióticos: um universo em expansão

Cuidar da comunidade de micro-organismos que moram em nosso aparelho digestivo já não é mais como antigamente. Pudera: a ciência vem desvendando que aquilo que acontece por ali tem implicações no corpo inteiro — da pele ao coração, do sistema imune ao nervoso.

Só para ter ideia, 70% das nossas células de defesa se encontram no trato gastrointestinal, e até 90% da serotonina, neurotransmissor essencial ao nosso estado de bem-estar, é produzida nessas redondezas. Manter esse habitat em harmonia, portanto, faz diferença para o ecossistema do organismo todo. Então como cuidar dele?

Alimentando e cultivando os moradores bem-vindos, recrutando novos aliados e evitando que malfeitores apareçam e as coisas desandem por lá. Foi para isso que nasceram os probióticos, produtos à base de bactérias estudadas por suas vantagens ao corpo humano.

Quanto mais avança o conhecimento nesse campo, mais aparecem alimentos e suplementos destinados a zelar pela microbiota. Só que, aí, os probióticos já não estão sozinhos. O universo dos “bióticos” se expandiu tanto que conta agora com uma sucessão de prefixos: pre, sim, para, pos e psicobióticos (mais abaixo, destrinchamos cada uma dessas categorias).

Em comum, todos esses produtos buscam aprimorar ou preservar algum aspecto daquela comunidade de olho em benefícios para nós, os hospedeiros. “A microbiota é peça-chave em nosso estado de saúde. Ela se desenvolve desde antes de o bebê nascer e pode sofrer mudanças ao longo dos anos. Tipo de parto, amamentação, estilo de vida… Tudo isso a influencia”, explica a bióloga Katia Sivieri, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara.

Uma criança que vem ao mundo de parto normal tem um perfil de bactérias intestinais diferente de uma que nasce de cesárea. O mesmo acontece em função do aleitamento materno. E pesquisas indicam que, tanto no primeiro caso (parto normal) como no segundo (leite da mãe), o pequeno ficaria mais protegido de obesidade e doenças crônicas.

+ LEIA TAMBÉM: Qual o papel dos probióticos no combate ao coronavírus?

Depois, crianças que brincam fora de casa e convivem com animais, por exemplo, também tendem a angariar um conjunto de micro-organismos mais diversificado, o que ajuda a modular o sistema imune e a torná-lo menos reativo — um pontapé para alergias. Por outro lado, sabe-se que o uso indiscriminado de antibióticos na infância pode destruir tanto as bactérias “do mal” quanto as “do bem”, bagunçando geral.

Em resumo, muita coisa afeta essa comunidade. “Mas não é preciso entrar em pânico. Se não dá para nascer de parto normal ou não se pode amamentar, temos cada vez mais alternativas para suprir as necessidades de uma microbiota equilibrada”, diz Katia. E aqui entram tanto o padrão alimentar quanto produtos criados para melhorar a vizinhança.

Do laboratório à indústria

Cientistas ainda buscam entender em detalhes como os micro-organismos do sistema digestivo interferem nas condições de saúde — existem indícios de uma relação com o excesso de peso, o diabetes, a depressão e o autismo, a título de exemplo —, e o que estaria ao nosso alcance para interferir ali, como desenvolver e tomar bebidas lácteas e suplementos probióticos.

“Sabemos que uma alimentação variada e balanceada influencia a microbiota, e isso se reflete em saúde. O papel dos probióticos seria auxiliar uma espécie de volta às origens, dando ao corpo micro-organismos considerados mais saudáveis”, resume a bioquímica Susana Saad, da Universidade de São Paulo (USP).

Em linhas gerais, os probióticos são as bactérias previamente estudadas e cultivadas que ingerimos vivas, em forma de comida (leite fermentado, iogurte…) ou suplementos (cápsula, comprimido, sachê…). Elas precisam chegar íntegras e ativas ao intestino para receber essa classificação. É por isso, aliás, que nem todo iogurte é probiótico. Boa parte das bactérias usadas na fermentação do leite morre normalmente no caminho.

Assim, a gente tem que ficar atenta ao rótulo, que especifica a presença dos probióticos — os mais comuns são os lactobacilos e as bifidobactérias. Uma vez no trato intestinal, eles procuram seu espaço e disputam a área com outras espécies, incluindo as perigosas. Para fazer qualquer efeito, porém, precisam ser recrutados com regularidade.

Ainda mais porque nem sempre as pessoas mantêm um estilo de vida propício aos micro-organismos amigáveis. Márcia Schontag, diretora médica da Danone, empresa que pesquisa e tem em seu porfólio probióticos, explica que indivíduos que não consomem fibras, um substrato natural para a proliferação de bactérias bacanas, e já têm o intestino lento estão mais sujeitos aos reveses de bactérias patogênicas que produzem substâncias nocivas, algumas delas carcinogênicas.

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A ideia dos probióticos é fazer frente a esse tipo de ameaça, melhorando o perfil da microbiota, o trânsito intestinal… “Cada probiótico tem uma ação específica, e é importante que o consumidor pesquise quais benefícios cada um pode oferecer para que escolha a cepa que atenda às suas necessidades”, orienta Helena Sanae Kajikawa, gerente do Departamento de Ciências e Pesquisas da Yakult do Brasil.

“Como, em geral, os probióticos não colonizam o intestino, é importante administrá-los no dia a dia, conforme a recomendação do fabricante ou de um profissional da saúde”, completa.

Capítulo aberto

O universo dos probióticos disponíveis no supermercado e na farmácia se diversifica para atender públicos e demandas. Dele fazem parte desde bebidas lácteas para regular o intestino e modular a imunidade até suplementos voltados a perfis específicos como gestantes e crianças.

Alguns desses produtos visam ajudar a obter bactérias benéficas desde a infância, caso da tradicional Enterogermina, que dispensa uma matriz láctea (o que pode gerar restrição entre intolerantes e alérgicos) ou o formato de cápsula.

“Cada frasco contém apenas esporos de Bacillus clausii e água, sem ingredientes adicionados, e, assim, também pode ser usado por pessoas com diabetes ou doença celíaca”, descreve Milana Dan, gerente de saúde digestiva da Sanofi, fabricante da fórmula.

No mundo dos “bióticos”, tem coisa que a natureza já até entrega pronta, caso de prebióticos, os “alimentos” das bactérias boas. Banana, cebola e cereais integrais possuem componentes com essa característica.

E se a gente casasse os pre e os probióticos num lugar só? Opa, isso já existe: são os simbióticos, desenvolvidos pela indústria para ter uma ação sinérgica nos suplementos.

Um novo nome no pedaço é o dos paraprobióticos: aqui se utilizam apenas as partes mortas das bactérias, mas ainda assim capazes de entregar benefícios, com a vantagem de virem junto a alimentos que não exigem refrigeração, como macarrão.

Outro ramo é o dos posbióticos, baseados em substâncias específicas liberadas pelos micro-organismos desejados. A ideia é pular uma etapa e já entregar diretamente o composto que seria produzido pela bactéria no intestino.

Por falar em expansão, quem fez barulho recente no mercado brasileiro foram os primeiros psicobióticos, que, como o nome indica, são projetados para atuar na saúde mental. Não substituem remédios nem a terapia, mas chegam à praça com a meta de auxiliar a contornar estresse, ansiedade e companhia.

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A família dos “bióticos” deve seguir evoluindo e crescendo. Um caminho que envolverá muita pesquisa, até para separar o joio do trigo e entender potenciais e limitações, e tem no horizonte aplicações mais precisas. “Sabemos, por exemplo, que a bactéria Akkermansia é deficitária em pessoas com diabetes, então poderíamos pensar em formas de estimular esse micro-organismo nelas”, exemplifica Katia.

“Quando conseguirmos identificar esses nichos, quem são os micro-organismos responsáveis por cada coisa e desenvolvermos métodos para cultivá-los e estimulá-los, teremos terapias ainda mais eficientes”, prevê a professora.

Quem são os probióticos?

São os alimentos e suplementos com micro-organismos benéficos que chegam vivinhos ao intestino, prontos para equilibrar a microbiota ou prestar favores específicos ali. Por ser a classe mais famosa e abrangente, também é a que tem a maior variedade de produtos. Aqui, convém ver quais são suas necessidades, já que é possível conciliar o probiótico com o sabor ou os ganhos nutricionais oferecidos pelas alternativas encontradas no mercado.

“Com o Activia, por exemplo, o consumidor pode se beneficiar também de nutrientes como o cálcio e proteínas de alto valor biológico”, diz Márcia Schontag, da Danone. A conveniência também é um atrativo na hora de escolher o que levar, uma vez que alimentos como iogurtes e leites fermentados são fáceis de incorporar no dia a dia.

Só não se esqueça: essas são culturas de bactérias que precisam chegar ao intestino na íntegra, então o modo correto de conservação e refrigeração é fundamental para que elas não percam sua função pelo caminho (confira no rótulo as instruções).

Entre os itens com apelo mais natural, também fornecem probióticos o kefir e o kombucha — preparos caseiros, porém, pedem cuidados com contaminação.

Para quem tem restrições com lácteos ou prefere uma via de ingestão fora da comida, existem suplementos em formato de frasco com líquido, sachês, cápsulas… E com mix de bactérias e aplicações específicas. Na dúvida entre tantas marcas, o ideal é contar com a orientação de um médico ou nutricionista.

Quem são os prebióticos?

Eles funcionam como o alimento das bactérias bem-vindas, fazendo com que se reproduzam e conquistem seu espaço. Na maioria das vezes, são fibras que não são quebradas pelo aparelho digestivo antes de chegarem aos micro-organismos do trato intestinal. São eles que se encarregam de se banquetear com esses compostos, produzindo, como recompensa, substâncias que resguardam nosso intestino e outras áreas do corpo.

Por estarem intimamente ligados à ação das bactérias parceiras, muitos dos benefícios dos prebióticos se confundem com os dos probióticos: em resumo, eles criam condições para o equilíbrio da microbiota, ajudam no trânsito intestinal e na absorção de nutrientes e afastam bactérias patogênicas.

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Os prebióticos mais fáceis de encontrar são os fruto-oligossacarídeos (FOS), presentes naturalmente em vegetais como cebola, banana, tomate e cereais integrais, e a inulina (não confunda com insulina!), encontrada na raiz da chicória, no alho, no aspargo e na alcachofra.

Outros integrantes da classe são as ligninas, presentes na linhaça, na amêndoa e na soja, e as pectinas, que ficam na casca das frutas. Quem ingere um bom volume de alimentos de origem vegetal no cotidiano costuma estar em dia com os prebióticos.

Mas dá para encontrar suplementos à base deles também, em especial com o FOS, geralmente em pó. Nesse campo, porém, o mais comum é que os prebióticos entrem na formulação de misturas que também levam probióticos, gerando, aí, o próximo ramo da família dos “bióticos”…

Quem são os simbióticos?

Como sugere o nome, promovem uma simbiose entre pro e prebióticos, na linha de um produto 2 em 1. Você até pode promover essa união por conta própria, agregando, na mesma refeição, um iogurte probiótico com um mix de cereais e sementes com ingredientes prebióticos.

Mas já tem na prateleira do mercado ou da drogaria laticínios e comprimidos que mesclam bifidobactérias com fibras especiais, por exemplo. E com um detalhe: a simbiose não será necessariamente entre os dois componentes que estão sendo mandados goela abaixo naquele momento.

“Dependendo do caso, o prebiótico pode estimular o probiótico que vem no mesmo produto, mas ele também pode estimular bactérias que já estavam no organismo da pessoa”, explica Susana Saad, professora da USP.

Em outras palavras, nem sempre a combinação escolhida para um simbiótico está turbinando a ação da bactéria que vem no combo. Às vezes, é a microbiota nativa que vai se aproveitar do prebiótico da fórmula. Independentemente dos dois cenários, especialistas veem vantagens na classe.

“De qualquer forma, é um produto desenhado para agir seletivamente, estimulando bactérias que fazem bem, e não as patogênicas”, pontua Susana. Com o aumento na oferta de marcas e rótulos no mercado físico e digital, a recomendação é sempre procurar conversar com um especialista para saber o que seria o mais indicado caso a caso.

Quem são os paraprobióticos?

Pense em um probiótico “zumbi”: aqui, em vez de falarmos de um micro-organismo vivo capaz de trazer os conhecidos benefícios para o corpo, o centro das atenções é justamente uma parte dele que foge a essa clássica definição. Ou seja, os ingredientes são frações mortas das bactérias, também chamadas de “não viáveis”.

Apesar da denominação, elas seriam capazes de despertar um efeito na microbiota e na nossa saúde — estudos recentes se debruçam sobre propriedades anti-inflamatórias e de estímulo à absorção de nutrientes.

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Um dos trunfos dos paraprobióticos é a estabilidade para conservação, abrindo um leque de possibilidades para alimentos que não precisariam mais depender de refrigeração (o que quase sempre acontece com os probióticos).

Eles podem ser até uma alternativa a pessoas com restrições para a ingestão de culturas vivas, como imunossuprimidos. Como nesse caso não é preciso tomar os mesmos cuidados para manter a bactéria intacta até que ela chegue ao intestino, os paraprobióticos têm tudo para ser incorporados a produtos com longa vida de prateleira e sem dependência de geladeira.

A Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está desenvolvendo um tipo de macarrão grano duro que inclui paraprobióticos em sua composição, uma novidade promissora e que depende agora de parcerias com a indústria para ser levada ao mercado.

Quem são os posbióticos?

A exemplo dos paraprobióticos, os posbióticos também exigem menos cuidados para conservação e transporte e conseguem ter aplicações mais ecléticas do que aquelas que utilizam culturas vivas de bactérias. Sua origem, porém, é distinta. Neles, em vez das frações celulares dos próprios probióticos, quem faz o serviço em nosso corpo são as substâncias resultantes do metabolismo dessas bactérias.

Naturalmente, as moléculas posbióticas surgem após micro-organismos aliados consumirem sua dose de fibras. Mas a indústria encontrou um jeito de simular isso e entregar, por meio de suplementos, esses compostos ativos que só viriam ao final do processo.

Um desses produtos manufaturados por bactérias e aproveitados pelo nosso organismo é o butirato, um ácido graxo de cadeia curta com efeitos antimicrobianos e anti-inflamatórios. Uma das aplicações investigadas nos últimos anos é seu potencial de aliviar, como coadjuvante, condições como a doença de Crohn, uma inflamação crônica no trato gastrointestinal e marcada por alterações no ritmo de idas ao banheiro, dores abdominais, entre outros perrengues.

Já há suplementos no mercado baseados nesse princípio, caso do Corebiome, da Infinity Pharma, que se vale de cápsulas de butirato. Embora a maioria das linhas de pesquisa com posbióticos seja incipiente, especialistas avaliam a possibilidade de sintetizar moléculas originalmente feitas por bactérias para ajudar a tratar situações como colesterol alto no futuro.

+ LEIA TAMBÉM: Ansiedade: o que as bactérias do intestino têm a ver com o transtorno?

Quem são os psicobióticos?

Não é de hoje que experimentos mostram perfis distintos de bactérias presentes no intestino de pessoas com ou sem ansiedade e depressão. Há anos também se apura a conexão direta entre o cérebro e o aparelho digestivo. O que acontece dentro da barriga respinga lá na cabeça, e o inverso pode ocorrer também. Daí a promessa dos psicobióticos, que são probióticos mobilizados para ter uma atuação sobre o sistema nervoso.

Entre as possíveis aplicações, a mais próxima da realidade é a utilização contra a ansiedade. A Anvisa aprovou e já está à venda no Brasil o primeiro psicobiótico de uso diário com essa finalidade, o Probians, da farmacêutica Apsen. Ele dispõe de duas bactérias, o Lactobacillus helveticus R0052 e a Bifidobacterium longum R0175.

Há vários estudos pelo mundo testando tipos e efeitos de psicobióticos, todos com a ideia de modular o chamado eixo microbiota-intestino-cérebro para aliviar ou controlar sintomas de quadros neuropsiquiátricos. “No Brasil, ainda precisamos de mais estudos no nível acadêmico e dentro da indústria para comprovar os benefícios desses produtos”, avalia Katia.

Entre os desafios nessa seara, estão garantir a dosagem adequada dos psicobióticos para alcançar a ação esperada e elucidar quais bactérias conversam melhor entre si quando empregadas em conjunto. Os novos probióticos não pretendem tomar o lugar de medicamentos como antidepressivos, mas, diante da avalanche de transtornos mentais por aí, ninguém vai desprezar o apoio dessas bactérias.

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Aberje lança projeto multimídia “Na Ordem do Dia” – Portal Aberje

Nova série da associação visa tratar as paixões e as emoções que movem o profissional de comunicação nas organizaçõesO mais novo projeto multimídia da Aberje, o “Na Ordem do Dia”, lançado hoje, dia 21 de outubro, surgiu para tratar de questões complexas que afetam o ambiente das organizações e para dar repertório aos profissionais de comunicação. Nesta temporada, chega em formato podcast e irá abordar o tema das paixões e emoções, a partir da filosofia, da psicanálise e da comunicação. Serão seis episódios, sempre às quintas-feiras, disponíveis nos principais tocadores.

A locução é feita por Natália Sousa e os episódios vão abordar o fato de, como nós comunicadores, podemos tratar as paixões que nos movem em nossas organizações, um processo que começa no íntimo de cada um e depois também no coletivo.

Para o diretor-presidente da Aberje e professor titular da ECA/USP, Paulo Nassar, o podcast é uma inovação assentada sobre uma boa tradição da Aberje, a de trabalhar a Comunicação e as suas interfaces. “Devido a importância das atuais questões empresariais, principalmente naquilo que impacta as pessoas, as comunidades, além dos ambientes em suas dimensões naturais, econômicas, políticas, comportamentais, dentre outras, o comunicador tem que produzir uma comunicação culta, alinhada com o que tem de melhor na técnica e também nos aspectos éticos e estéticos. O NOD vem com o objetivo de formar e fortalecer um comunicador culto e progressista, que entende e avalia o que deve ser conservado e o que deve ser mudado. Nada melhor do que lançar o NOD com uma discussão iluminista sobre as raízes das emoções, daquilo que sentimos”, ressalta.

Idealizado pelo diretor-geral da Aberje Hamilton dos Santos e pelo pesquisador da Aberje, Leonardo Paes Müller, o podcast conta com curadoria do professor Pedro Pimenta, professor livre-docente do Departamento de Filosofia da USP. Os episódios vão contar com a participação de Cynthia Provedel, comunicadora e professora da Escola Aberje de Comunicação; Janaína Namba, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e de Maria Isabel Limongi, professora de filosofia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

O primeiro episódio, intitulado “Paixões e Emoções: como entender o que sentimos?, pode ser ouvido aqui.

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Como a Samsung mudou a jornada de compra de 1 mi de pessoas com o YouTube

A internet viabiliza o alcance de marcas não só ao mercado global, mas a consumidores específicos, e grandes empresas de tecnologia, como o YouTube, são capazes de levar a mensagem certa para a pessoa certa. Apostando nessa estratégia, a Samsung conseguiu mudar a jornada de compra de mais de 1 milhão de consumidores com sua campanha dos novos smartphones Galaxy A no YouTube, que teve um alcance total de 6 milhões de visualizações.

O foco da companhia sul-coreana de eletrônicos foi atingir o público da geração Z (nascidos a partir de 1995).

Em vez de aplicar todos os recursos de uma só vez na divulgação, a estratégia foi adotada em ciclos, que tinham duração e investimentos iguais.

Com isso, a empresa ajustou semanalmente a sua estratégia para atingir um número cada vez maior de pessoas da geração Z.

A estratégia em fases e melhorada a cada etapa também causou um aumento nas pesquisas sobre a marca do Google (empresa que é dona do YouTube – ambas pertencem à holding Alphabet). As pesquisas pelo nome da marca no buscador duplicaram um mês após a veiculação da campanha, entre o final de junho e o começo de julho de 2021, em relação ao mesmo período de 2020.

O caso é um dos destaques do evento on-line Brandcast, do YouTube, o principal encontro com anunciantes da empresa.

Ciclos

A Samsung adotou quatro etapas principais para a otimização da sua campanha do Galaxy A no YouTube. A primeira foi a realização de um ciclo de investimento tradicional de lançamento de produto, apenas com a segmentação da audiência desejada na plataforma de vídeos.

A segunda fase se concentrou no uso de peças publicitárias direcionadas a consumidores que já estão muito perto do final do processo de decisão de compra. Já a terceira etapa foi voltada a públicos que se mostravam mais propensos a comprar um dos novos smartphones da linha Galaxy A.

Por fim, a última fase ampliou os formatos de divulgação adotados no YouTube. Com isso, a Samsung passou a usar tanto os anúncios de até 6 segundos de duração que não podem ser fechados (chamados pelo jargão de mercado Bumper Ads), quanto o formato True View for Reach. Este último utiliza recursos de inteligência artificial do Google que permitem um aprendizado automático, com base em dados, para que uma maior audiência seja alcançada pela campanha.

<span class=”hidden”>-</span>YouTube/Samsung/Reprodução

“Com a estratégia de data branding, conseguimos segmentar e customizar os conteúdos de acordo com o perfil de cada consumidor, ampliando a relevância da mensagem”, afirma, em nota antcipada para a EXAME, Juliano Fortini, líder de Digital, CRM & Data da Samsung.

Para Karina Santos, líder de negócios para a indústria de tecnologia do Google Brasil, o caso foi positivo na redução do custo de aquisição de usuários e no alcance do público-alvo devido à adoção de técnicas inteligentes de divulgação na plataforma. “O grande diferencial dessa campanha foi a orquestração de estratégias, o que permitiu que a Samsung realmente aumentasse a intenção de compra da linha Galaxy A”, diz.

Apesar da venda de assinaturas do YouTube Premium, que remove anúncios de vídeos, a publicidade digital é um grande negócio para a Alphabet.

No segundo trimestre de 2021, a receita dos anúncios só no YouTube foi de 7 bilhões de dólares, uma alta de 84% em relação ao mesmo período no ano passado. Em publicidade na plataforma geral do Google, usada em sites, o resultado foi ainda maior: 50,4 bilhões de dólares em faturamento.

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Banco BV é o novo patrocinador master da Plataforma STU

A Plataforma STU e o Banco BV celebram a ampliação de uma parceria longeva, que teve início em 2018 com a reforma de pistas, patrocínio de etapas nacionais e mundiais, além do fomento ao esporte. A partir da temporada 2021, o banco passa a assinar “apresenta” em todos os eventos da Plataforma STU, que está de volta com grande programação confirmada até o fim do ano.

“A evolução da parceria com o Banco BV acontece em um momento muito importante para o skate brasileiro, pois nos permitirá a ampliação de conteúdo, eventos e produtos, consolidando o Brasil como protagonista do skate mundial. Além disso, é muito gratificante ter um parceiro tão relevante com valores tão alinhados aos nossos. Temos certeza de que juntos levaremos o skate para a vida de mais brasileiros de forma inclusiva e legítima, mobilizando skatistas, artistas, indústria e criadores de conteúdo de forma geral”, diz Diogo Castelão, idealizador da Plataforma STU.

“O esporte é uma ferramenta que pode influenciar de maneira positiva crianças e jovens de todos os lugares do Brasil. Com o patrocínio máster ao STU o banco BV dá mais um passo dentro deste universo, que já começou com o apoio a atletas de destaque como Kelvin Hoefler, Pâmela Rosa, Yndiara Asp e Murilo Peres. O patrocínio será feito com recursos próprios e o BV pretende se conectar ainda mais com o público jovem, que já usa a conta digital. Dessa forma, o banco BV diversifica suas linhas de negócio e contribui para a popularização e profissionalização do skate”, disse Tiago Soares, gerente executivo de sustentabilidade e patrocínios do banco BV.

Além do banco, a plataforma também conta com o patrocínio da TNT Energy Drink, que está junto com o STU desde 2019. O energético aposta no universo dos esportes radicais urbanos, para transmitir a mensagem de resistência, conceito da marca, com autenticidade, vibração, energia e adrenalina. “Já somos parceiros de longa data, mas esta edição do STU é ainda mais especial, com o momento de ascensão do skate brasileiro. Além de reforçar a modalidade, esse patrocínio fortalece a TNT como marca apoiadora do esporte, que incentiva os atletas a desenvolverem seus talentos” explica Eliana Cassandre, head de Marketing do Grupo Petrópolis e da marca TNT Energy Drink.

O evento também tem parceria oficial da New Era, pelo segundo ano consecutivo. Já o Open, tem a já tradicional parceria com a OI, que nomeia o campeonato com a cota de naming right da competição, que reúne os melhores skatistas do mundo.

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Cade aprova compra do site Kabum pelo Magazine Luiza

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição do site de games e tecnologia Kabum pelo Magazine Luiza. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira.

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O negócio foi anunciado pelas empresas em julho e consiste na maior aquisição da história do Magazine Luiza, por R$ 1 bilhão em recursos financeiros, além de 75 milhões de ações ordinárias na data de fechamento da operação e de um bônus de subscrição de até 50 milhões de ações ordinárias exercíveis em 31 de janeiro de 2024.

Pelo acordo, além da totalidade das ações representativas do capital social do Kabum, o Magazine adquire, indiretamente, as subsidiárias Kabum E-sports e Kabum NA.

“Como justificativa para a realização da operação, as requerentes explicaram que, com a aquisição do Kabum, o Magazine Luiza irá oferecer aos seus clientes, por meio de seus atuais canais de venda, uma nova variedade de produtos focados em itens de alta tecnologia, tais como computadores e periféricos gamer, além de monitores de alta resolução, componentes eletrônicos e outros artigos focados no público que busca artigos de tecnologia avançada. Para o Kabum, a aquisição irá representar uma nova fase, visto que seu portfólio de produtos será complementado pelos produtos do Magazine Luiza e seu nível de serviço será aperfeiçoado por meio da estrutura de entrega e atendimento do Magazine Luiza”, afirmam as empresas em parecer divulgado pelo Cade.

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Unilever alerta para maior alta de preços à medida que a inflação piora

A Unilever alertou que a inflação deve acelerar no próximo ano e seus preços terão que subir ainda mais, com empresas de bens de consumo lutando para compensar o aumento de energia e outros custos.

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A empresa anunciou nesta quinta-feira crescimento das vendas do terceiro trimestre acima das previsões e manteve sua projeção de margem de lucro para o ano, desafiando temores de alguns analistas de um corte.

Mas o chefe de finanças da Unilever, Graeme Pitkethly, previu persistência das pressões inflacionárias. “Esperamos que a inflação possa ser maior no próximo ano do que neste ano”, disse a jornalistas, acrescentando que é provável que o pico no primeiro semestre de 2022 seja moderado depois disso.

As rivais Procter & Gamble e Nestlé disseram nesta semana que também aumentarão os preços ainda mais.

Mas analistas dizem que a Unilever enfrenta uma tarefa difícil devido à sua maior exposição aos mercados emergentes, onde a inflação é mais forte e há sinais de que os consumidores estão migrando para marcas locais mais baratas.

No terceiro trimestre, a Unilever disse que as vendas de desodorantes, produtos para a pele e sorvetes aumentaram.

A inflação na indústria de bens de consumo tem sido alta, embora a Unilever tenha dito que observa um impacto menor por causa de seu poder de negociação.

Ajudada pelos aumentos de preços, a Unilever manteve sua previsão de margem operacional para o ano. Em julho, cortou a previsão de “ligeiramente para cima” para “quase estável”.

Óleo de palma e soja e derivados de petróleo, como resina, foram algumas das áreas de pressões de custo, enquanto o preço do frete marítimo foi de 10 e 15 vezes mais altos do que no final de 2019, acrescentou.

Em meio a desafios de logística, a Unilever está mantendo estoques de reserva para manter disponibilidade nas prateleiras de varejistas.

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Unilever Brasil cria fundo de R$ 17 milhões para acelerar inclusão racial

A Unilever Brasil anuncia a criação do Fundo Afrolever com aporte inicial de 17 milhões de reais, uma iniciativa que visa ter governança centralizada e estruturada – desde a execução à mensuração de resultados – das ações voltadas para acelerar as oportunidades para pessoas negras, tanto internamente como na cadeia de valor da companhia.

Os caminhos da sustentabilidade serão temas da COP 26, com cobertura na EXAME. Fique por dentro.

Esta nao é a primeira iniciativa da Unilever nesta frente. Em 2018, a companhia definiu a inclusão racial como um pilar e aliou-se a parceiros como a Faculdade Zumbi dos Palmares, a Afrobras, a Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e ao Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), entre outros.

A companhia também conta com um  movimento interno liderado por funcionárias negras que culmina na criação do grupo Afrolever para desenvolver iniciativas para atração de talentos negros, além de estimular o aumento da representatividade racial em cargos de liderança.

Assim, o Fundo Afrolever é mais um passo da companhia e a escolha do nome busca reconhecer quem contribui para a construção de uma organização mais inclusiva.

O projeto surgiu do desejo do próprio presidente da Unilever Brasil, Gerardo Rozanski, que participa ativamente da agenda e da governança de Equidade, Diversidade e Inclusão, de organizar e dar ainda mais celeridade às iniciativas de inclusão racial da organização.

“Não é de hoje que a agenda de diversidade e inclusão é estratégica e prioritária para a companhia. A criação do Fundo Afrolever visa justamente estruturar as iniciativas de equidade racial para, assim, potencializar a eficiência, o alcance e os resultados destas ações”, afirma Rozanski.

Para cumprir o seu objetivo, o Fundo Afrolever foi organizado em quatro pilares que se retroalimentam e influenciam: Talentos, Marcas, Fornecedores e Comunidade.

No pilar Talentos, o projeto visa dobrar, até 2022, a presença de profissionais negros na alta liderança e triplicar na média liderança por meio de ações de atração, seleção, desenvolvimento e retenção de talentos.

Nesta frente já existe, por exemplo, o Programa Prontidão, que oferece mentoria e desenvolvimento; letramento racial tanto para mentores quanto para mentorados e ferramentas para aceleração de competências técnicas, emocionais e comportamentais (soft e hard skills) dos profissionais negros.

Os processos seletivos da Unilever também estão mais inclusivos e, como resultado, o Programa de Estágio 2020/2021 registrou 75% de pessoas negras e o de Trainee, 56%, ambos com aumentos muito significativos em relação aos anos anteriores.

Marcas

Na frente Marcas o objetivo é ter produtos mais diversos e campanhas mais inclusivas em todo o processo, desde a concepção, passando pela produção e incluindo a comunicação – e sempre integrando no processo os profissionais que tenham conhecimento de causa, entre outras iniciativas.

A categoria de Higiene e Cuidados Pessoais, por exemplo, a Unilever faz um trabalho de diversidade norteado por três premissas: ter um time diverso tanto internamente quanto nos times dos seus parceiros; integrar o tema no dia a dia por meio de programas de treinamento e de parcerias com conhecedores e estudiosos da questão para refletir, debater e cocriar; e desenvolver uma comunicação que amplifique esses valores e que provoque mudanças estruturais na indústria e na sociedade.

A parceria de Seda com a Gabi de Oliveira, do canal DePretas, é exemplo deste trabalho, que culminou no desenvolvimento da linha Crespoforce e com o anúncio do compromisso de ter 50% de representatividade negra na comunicação de Seda.

A ideia é também inspirar meninas na busca pela realização dos sonhos e apresentar a ampliação da parceria com a ONG Plano de Menina em um projeto de capacitação voltado para jovens de comunidades carentes.

Fornecedores

Em relação aos Fornecedores, a companhia quer acelerar oportunidades em toda a cadeia de fornecimento ao aumentar o volume de compras proveniente de parceiros comerciais liderados por grupos minoritários, com foco prioritário em raça.

Para acelerar esse pilar do Fundo Afrolever, a Unilever fechou parceria com a Integrare, consultoria que tem como finalidade identificar e desenvolver pequenas empresas de grupos minorizados e minoritários para atender grandes empresas.

O investimento estimado para desenvolver esses potenciais fornecedores da companhia no Brasil é de R$ 400 mil até final de 2021.

E no pilar Comunidade, a multinacional vai continuar gerando impacto positivo por meio de projetos incentivados e, desta forma, atuar como agente de transformação social.

Os projetos incentivados que darão tração aos objetivos do Fundo Afrolever serão aqueles focados em educação, capacitação profissional e inovação. A expectativa da companhia é impactar mais de 550 mil pessoas por meio desses projetos.

O Afrolever

O Afrolever surgiu em 2019 e hoje lidera as discussões sobre a inclusão racial na companhia. Para aumentar os debates sobre a inclusão racial e dar mais visibilidade para os temas, o Afrolever estimula, entre outras coisas, a realização de palestras e atividades que são transmitidas para toda a companhia. Nos últimos 12 meses, foram mais de 50 horas de letramento racial oferecidas para os funcionários da empresa.

Hoje, 40% de funcionários se autodeclaram negros (pretos e pardos). Além do Afrolever, foram criados grupos de afinidades com agendas prioritárias: WomenUp; ProUd; UniPCDs; UniMen.

 

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Na Ordem do Dia | Paixões e Emoções: Como entender o que sentimos? (Episódio 1) – Portal Aberje

O Na Ordem do Dia é um projeto multimídia da Aberje, que surgiu para tratar de questões complexas que afetam o ambiente das organizações e para dar repertório aos profissionais de comunicação.

Nesta temporada de 2021, o projeto chega em formato de podcast, para investigar como as paixões e emoções estão Na Ordem do Dia: como entender o que sentimos? Como o medo, a ansiedade e o ódio influenciam as tomadas de decisão  no nível pessoal, social e também dentro das organizações? E como caminhar na direção contrária, ao desenvolver ambientes de promoção de segurança emocional, saúde mental e compreensão dos sentimentos?

A nova série de podcast terá seis episódios, sempre às quintas-feiras, no mesmo feed do FalAção.

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Arena Hub amplia atuação com Sport Alliance como parceiro internacional

Ampliar as conexões, relacionamentos e impulsionar os negócios das sportechs brasileiras são alguns dos objetivos do Arena Hub – centro de inovação e fomento ao empreendedorismo esportivo da América Latina. A nova parceria com a Sport Alliance busca romper fronteiras e fortalecer os negócios. Com grande expertise em dados, performance comercial, marketing e engajamento de fãs, a parceria irá facilitar a troca de conhecimento e o networking entre os players do Brasil e dos países em que a Sport Alliance atua.

Fundada em Londres, a Sports Alliance está presente em 10 países, com a missão de personalizar o desporto para todos os fãs, dos atuais aos futuros. A Sport Alliance atua há 20 anos na indústria esportiva. Segundo Nuno Mena, Territory Manager Portugal & LATAM, da Sport Alliance, ambas as empresas têm valores alinhados, tais como a criação e desenvolvimento de soluções e serviços que melhorem a atividade e os resultados para clientes e parceiros, além da inovação e a contribuição para uma indústria esportiva mais forte.

“Estar associado ao Arena Hub é estar presente no maior mercado de inovação desportiva da América do Sul. Será a forma de, trazendo uma experiência acumulada de 20 anos e mais de 140 clientes, podermos contribuir para um crescimento sustentável da indústria esportiva no Brasil e na América do Sul, em especial, no modo como as propriedades esportivas fazem a coleta e gestão de seus dados, como podem gerar retorno desse conhecimento e gerir de forma personalizadas as relações com os diversos stakeholders (seguidores, torcedores, atletas, patrocinadores e associados), permitindo ganhos individuais e para os ecossistemas onde estão inseridos”, explica Nuno.

Para o Arena Hub a parceria engrandece o setor, por se tratar de uma instituição líder e experiente no setor. “A Sport Alliance pode contribuir muito para a indústria brasileira no que diz respeito a dados, rentabilidade, sustentabilidade e competitividade. Estamos abertos a contribuir com nossa expertise e trocar experiências sobre empreendedorismo esportivo, gestão de dados e negócios sustentáveis no esporte. Assim, com visão global e amplo conhecimento, a Sport Alliance será um importante parceiro para isso”, afirma Ricardo Mazzucca, CEO do Arena Hub.

Entre os objetivos da parceria é que, ao passar a pandemia e com a troca de conhecimento sobre a diversidade da indústria esportiva no Brasil, a Sport Alliance possa  contribuir para colocar o esporte brasileiro num patamar de sustentabilidade, desenvolvimento digital, rentabilidade e competição de acordo com o seu potencial. “Ao mesmo tempo, contamos aprender muito com o empreendedorismo esportivo que se respira no Brasil e na América do Sul e fazer desta a nossa base para toda a região”, finaliza Nuno.

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