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Beterraba é rica em ferro? Mitos e verdades sobre alimentos e anemia

Muitos alimentos ou preparações são considerados vilões e outros tantos, mocinhos. Essa dicotomia é interessante e acaba rendendo algumas histórias que ficam na boca do povo. O hábito alimentar é tão influenciado pela cultura que alguns mitos da nutrição, de tanto que são reproduzidos, são tidos como verdade.

Quer fazer um teste? Se comentar por aí que precisa aumentar o consumo de ferro para prevenir ou tratar uma anemia, aposto que receberá dicas para incluir no cardápio fígado, feijões, folhas verdes, frutas cítricas… e beterraba!

Mas a beterraba, que é tão famosa pelo seu suposto teor de ferro, na verdade apresenta uma quantidade muito pequena desse mineral.

Para efeito de comparação, 100 gramas de carne têm, em média, 3 gramas de ferro. Já 100 gramas de feijão contêm 1,3 grama de ferro. E a mesma porção de beterraba possui apenas 0,2 grama de ferro.

Ao pensamos no aporte de ferro, é preciso considerar também a sua biodisponibilidade, ou seja, a capacidade de ser absorvido e aproveitado pelo organismo. O ferro de origem animal, conhecido por ferro heme (que vem de hemácia, a célula vermelha do sangue), é mais bem absorvido pelo organismo do que o ferro não-heme, que é encontrado nos alimentos de origem vegetal.

Os nutrientes da dieta combinam-se e interagem entre si, de forma que podem ajudar ou atrapalhar uns aos outros. Com relação ao ferro não-heme, sabemos que a vitamina C otimiza seu aproveitamento. Na prática, a dica de incluir frutas cítricas na refeição é realmente eficaz para prevenir e combater a anemia.

A mais famosa dupla brasileira, arroz e feijão, também é capaz de melhorar o aproveitamento do ferro não-heme. O arroz é fonte de cisteína, um aminoácido que, por meio de reações químicas, deixa mais disponível o ferro do feijão para absorção.

Por outro lado, algumas substâncias presentes em alimentos de origem vegetal, como os fitatos, os taninos e o ácido oxálico, possuem efeitos inibidores sobre o ferro não-heme. São fatores antinutricionais que dificultam a absorção do mineral. E a beterraba, além de ter pouco ferro, ainda apresenta oxalato, que pode atrapalhar a captação da substância pelo corpo.

No Brasil, é comum o hábito de cozinhar o feijão com beterraba, na intenção de aumentar o aporte de ferro. Para avaliar a eficácia dessa prática, pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás avaliaram o teor de ferro do feijão cozido com e sem a beterraba.

Ao contrário da crença popular, o acréscimo da beterraba levou a uma tendência de diminuição do ferro, ao se comparar com a preparação pura. Curioso, né? Esse achado não visa desestimular o consumo da beterraba, que é um ótimo alimento, mas nos faz pensar que a variedade da dieta é o caminho mais eficaz para obter todos os nutrientes de que o corpo precisa.

Fica a dica também para que não usemos nenhuma tática de esconder alimentos nas preparações das crianças mais seletivas. A confiança mútua é uma das estratégias para dividirmos as responsabilidades quando precisamos ampliar o repertório alimentar. Mas isso é assunto pra outra coluna.

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Dietas vegana e onívora promovem ganho de massa muscular equivalente

Quando se trata de ganhar massa e força muscular, é mais importante atentar para a quantidade de proteína ingerida do que para a origem do nutriente. Esta é a conclusão de um estudo que comparou o efeito de treinos de força (musculação) em voluntários que mantiveram dietas onívoras e veganas, ambas com teores proteicos considerados adequados.

No estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), um total de 38 jovens adultos saudáveis – sendo 19 onívoros e 19 veganos – foram monitorados por 12 semanas. Além dos treinos desenhados para o ganho de massa e força muscular, os voluntários seguiram dietas mistas (com fontes proteicas animais e vegetais) ou exclusivamente à base de plantas, ambas com o teor indicado de proteína (1,6 grama por quilo corporal por dia). Ao final dos três meses, não foi verificada diferença no percentual de ganho de massa e força muscular entre os indivíduos veganos e onívoros.

“Assim como qualquer outra proteína do nosso corpo, entre elas as que compõem as células da pele e do cabelo, que morrem e são renovadas, os músculos diariamente passam por períodos de síntese e de degradação. Alimentação [ingestão de proteínas] e exercício físico são os principais reguladores do processo de balanço proteico, favorecendo a síntese sobre a degradação”, explica Hamilton Roschel, autor do estudo e um dos coordenadores do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição (Applied Physiology and Nutrition Research Group) da Escola de Educação Física e da Faculdade de Medicina da USP.

A qualidade da fonte proteica está relacionada com o seu perfil de aminoácidos essenciais, em particular de leucina, um aminoácido-chave no processo de estimulação anabólica para o músculo esquelético. “As proteínas de origem animal têm mais leucina do que as de origem vegetal. Como esse aminoácido é essencial no processo de sinalização do estímulo anabólico, especula-se que uma alimentação à base de vegetais resultaria em menor conteúdo de leucina e, portanto, a um estímulo anabólico também reduzido, o que afetaria o potencial de indivíduos veganos de ganhar massa muscular”, diz Roschel. O estudo, publicado na revista Sports Medicine, é fruto do mestrado de Victoria Hevia-Larraín, bolsista da FAPESP.

A pesquisa inova ao fazer uma análise clínica do efeito da qualidade da fonte proteica nas adaptações musculares ao comparar voluntários veganos e onívoros. Isso porque a maioria dos estudos sobre o tema analisou o mecanismo da resposta anabólica aguda do músculo em função da fonte proteica em condição laboratorial, e não o ganho de massa muscular em si. “O nosso achado mostra que, se ingerirem a quantidade adequada de proteína, jovens adultos veganos não têm prejuízo no ganho de massa muscular. Na realidade, o resultado das duas dietas foi igual”, afirma Roschel.

No entanto, os pesquisadores destacam que, para fins de controle experimental, o aporte proteico foi equalizado entre as duas dietas por meio do uso de suplementos proteicos. No estudo, os voluntários receberam suplementação de proteína isolada do soro do leite (para onívoros) ou da soja (para veganos), de acordo com a necessidade individual e com base no cálculo da alimentação de cada um, de forma a atingirem a meta de consumo proteico.

“Na prática clínica, sabe-se que alimentos de origem animal são, em geral, mais densos em proteína. Dessa forma, carne, leite ou ovos apresentam mais proteína por grama de alimento que o arroz ou o feijão, por exemplo. Dessa forma, ao considerarmos uma aplicação clínica em que o aporte proteico seria provido apenas por alimentos de origem vegetal, indivíduos veganos necessitariam ingerir um volume maior de alimentos para obter a mesma quantidade de proteínas, o que pode, em alguns casos específicos, representar um desafio importante.”

Ao dar a quantidade adequada de proteína para cada voluntário, a origem da fonte proteica (dieta mista ou vegetal) não importou. “Esse nosso achado reforça outros dados da literatura que apontam que uma dieta vegana é absolutamente possível de ser completa, se bem executada e planejada. Estudos anteriores sugerem que ela é, inclusive, possivelmente mais saudável do que uma dieta onívora. Entretanto, para isso, é necessário acompanhamento nutricional adequado e até mesmo um processo de educação nutricional acerca das escolhas que o indivíduo deverá fazer ao restringir sua alimentação a fontes vegetais”, afirma Roschel.

O pesquisador ressalta ainda que o estudo foi conduzido com jovens adultos saudáveis e não é possível extrapolar os resultados para outras populações, como a de idosos ou de pessoas com comprometimentos de saúde. “Com a idade ocorre um fenômeno conhecido como resistência anabólica – uma resposta anabólica subótima ao estímulo da nutrição e do exercício em comparação a jovens. Ou seja, para que o idoso apresente uma resposta máxima, ele precisa de muito mais proteína do que um indivíduo jovem saudável. Portanto, é preciso ter cautela ao generalizar o nosso achado para toda a população”, afirma.

*Este conteúdo é da Agência Fapesp.

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O que (e como) comer para o intestino funcionar

Mais tempo em casa, menos movimentação, mais refeições desequilibradas. Essa combinação não mexe só com o peso. Pode levar ao mau funcionamento do intestino, algo que influencia até o nosso humor. Então como reverter?

Começaremos pelo básico. E, muitas vezes, o básico resolve bem. O primeiro ponto que você deve saber é que vários fatores podem interferir no trabalho do intestino: a mastigação, o volume de fibras ingerido, a hidratação, a movimentação, o fracionamento da alimentação etc. Então vamos ver como podemos atuar em cada um deles.

A mastigação

Mastigar estimula os movimentos intestinais, e ainda faz uma pré-digestão da comida. Na boca, pela ação da saliva e dos dentes, ocorre um processo de digestão enzimática e mecânica, que facilita o trabalho das outras porções do sistema digestivo.

Mais do que mastigar direito, a ideia é mastigar com tranquilidade, o que traz um melhor clima à refeição. Encare essa mudança de atitude à mesa como uma forma de trazer mais disciplina e harmonia à sua vida de uma forma geral. Se você conseguir se policiar até que comer com calma vire algo natural, é provável que essa atitude se estenda a outros momentos da rotina.

O volume de fibras

Elas são indispensáveis a um bom funcionamento intestinal. Há dois tipos principais, a solúvel e a insolúvel. A primeira forma um gel em contato com líquidos lá no intestino. A insolúvel passa pelo trato digestivo quase intacta e aumenta o bolo fecal.

A fibra insolúvel é encontrada em farelos, nozes, verduras, grãos integrais, frutas e cereais. Ela se move através do aparelho digestivo absorvendo mais de 15 vezes o seu peso em água. Isso auxilia no combate a constipação, alguns tipos de diarreia e sintomas de irritabilidade. Além disso, a pressão no trato digestivo é diminuída, reduzindo o risco de hemorroidas.

A fibra solúvel é encontrada em alimentos como aveia, ervilhas, feijões, legumes, cevada e frutas cítricas. Além dos benefícios ao sistema digestivo, diminui os níveis de colesterol no sangue, o que é bem-vindo ao coração.

Devemos consumir cerca de 25 gramas de fibras por dia, mas quase 70% das pessoas não chegam a esse valor. E, quando analisamos as dietas de moda, muito utilizadas pelas pessoas que querem emagrecer, vemos que a grande maioria é bem pobre em fibras.

Um caminho para atingir a meta é seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de comer no mínimo cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia e priorizar cereais em versão integral.

A hidratação

A água atua na digestão, na absorção, na circulação e na excreção. É um meio de transporte para os nutrientes e todas as substâncias corpóreas, permitindo, ainda, a eliminação de resíduos do metabolismo pela urina e pelas fezes. Mantém o equilíbrio físico e químico dos fluidos dentro e fora das células e exerce papel fundamental na manutenção da temperatura do organismo.

O corpo humano perde a cada hora 50 ml de água se estiver parado, sem fazer atividade nenhuma. Em uma caminhada perdemos dez vezes mais que isso e, se estivermos correndo, 26 vezes mais. Por isso é importante beber água e saber escolher alimentos que contêm bastante água.

A importância da água para o nosso corpo é proporcional ao espaço que ela ocupa dentro de nós — ela corresponde a 60% do nosso peso corporal. Ela é essencial para todos os órgãos e é o meio de todas as reações químicas metabólicas. Não é diferente no aparelho digestivo.

Como regra geral, um adulto precisa de aproximadamente 35 ml de água por quilo de peso por dia. Uma pessoa de 60 kg deveria tomar, então, 2,1 litros de água diariamente. Esse valor deve ser ajustado de acordo com as necessidades individuais e a prática de atividade física.

O fracionamento da refeição

Você já deve ter ouvido falar que comer a cada três horas ajuda a manter o metabolismo acelerado e emagrecer… Mas também deve ter visto outras pesquisas que dizem que comer de forma fracionada não traz nenhuma vantagem na perda de peso em comparação com as três refeições ao dia (café da manhã, almoço e jantar).

E agora, o que é verdade? Como deve ser o planejamento de horários das refeições? Bom, uma coisa é certa: acrescentar alimentos no meio da manhã, da tarde ou à noite, só para comer a cada três horas, sem reduzir o volume das outras refeições, vai causar ganho de peso! Se você soma calorias, somará alguns quilos também.

O maior fracionamento é indicado quando reduzimos as quantidades de todas as refeições. Para controlar o peso, tanto faz fazer três refeições ao dia ou comer a cada três horas. Tudo depende de quantas calorias a pessoa ingere e quantas gasta.

Por outro lado, o estímulo constante do sistema digestivo, por meio de várias refeições ao dia, pode, sim, contribuir para um melhor funcionamento do intestino. Então leve isso em consideração se você não anda com o hábito intestinal tão em dia.

A movimentação

Mexer o corpo dentro ou fora de casa e fazer exercícios é um jeito de também melhorar a evacuação. A OMS recomenda, pensando no bem-estar geral, um mínimo de 150 minutos de exercícios físicos a serem realizados por semana. Você pode suar a camisa em três sessões semanais de 50 minutos ou cinco vezes por semana em sessões de meia hora, por exemplo. O intestino agradece.

O respeito à vontade de ir ao banheiro

Parece óbvio, né? Mas tem muita gente que deixa de ir ao banheiro quando ele é usado por outras pessoas ou mesmo quando está fora de casa. É importante não rejeitar o estímulo à evacuação, pois pode ocorrer reabsorção de água das fezes e elas podem ficar duras e secas, difíceis de serem eliminadas.

Para facilitar a evacuação, vale testar o uso de um banquinho na altura de um degrau. Essa tática pode contribuir para o movimento de impulsão das fezes na porção final do intestino. É simples e alivia. E assim o corpo fica mais leve — e o humor também.

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Receita para o frio: sopa de ervilha

É
só o clima esfriar para tirar a panela de pressão do armário e fazer uma sopa
deliciosa para se aquecer. Hoje a receita será de sopa de ervilha, uma opção
deliciosa, nutritiva e superfácil de preparar. Confira o passo a passo!

Você vai precisar de:

  • 500 gramas de ervilha;
  • 2 unidades de linguiça calabresa;
  • 200 gramas de bacon;
  • 500 mililitros de água;
  • Açafrão, louro e orégano;
  • Alho e cebola;
  • 1 cubo de caldo de bacon;
  • Sal a gosto;
  • ●     1 fio de óleo.

Modo de Preparo

  1. Coloque o óleo na panela de pressão e doure o alho e a
    cebola.
  2. Coloque o bacon, as linguiças e
    os temperos e deixe refogar bastante.
  3. Em seguida coloque as ervilhas, o caldo de bacon e cubra
    com água.
  4. Deixe cozinhar na pressão por
    aproximadamente 20 minutos.
  5. Depois de tirar a pressão da panela, caso haja
    necessidade, adicione mais um pouco de água e deixe na pressão por mais 15
    minutos até ficar bem cremosa.
  6. Sirva com queijo parmesão em cima.

E aí, parece delicioso,
né?

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Espinafre: poderes muito além do desenho animado

Talvez a molecada de hoje nunca tenha ouvido falar do Popeye. Velhinho, começou sua história de sucesso lá pelos idos de 1930: apareceu em tirinhas, curtas-metragens e depois foi parar nas telas da TV. Atravessou décadas com uma incrível força muscular.

Tamanho vigor não veio de galáxias distantes ou de fórmulas desenvolvidas secretamente em laboratórios, enredo comum em se tratando de heróis. A fonte dos super-poderes é o espinafre, ingrediente que pode ser encontrado no prato de qualquer cidadão.

Há algumas versões para a escolha do vegetal — até uma mais polêmica que, olha o suspense, você confere ao final do texto. Numa delas, o alimento foi eleito devido a um equívoco disseminado nos estertores do século 19. Cientistas alemães analisaram a composição nutricional do espinafre e, embora tenham realizado descobertas válidas, alguém fez confusão ao anotar seu teor de ferro.

Botaram a vírgula do decimal no lugar errado e a verdura foi catalogada com uma quantidade dez vezes maior do mineral. A confusão estava feita: o espinafre saiu do laboratório como o grande paladino no combate à anemia.

Mesmo que não apresente tanto ferro quanto um bife bovino, é preciso enaltecer outros de seus atributos. Ele concentra ácido fólico, vitamina que também atua contra a anemia e o desânimo. O vegetal ainda ajuda a garantir energia para os músculos. Isso porque dispõe de nitrato, uma substância que, no nosso corpo, se transforma em óxido nítrico, favorecendo o suprimento de oxigênio para as células musculares.

É um conjunto de façanhas, com o respaldo de estudos, que colaboram para as aventuras do marinheiro do desenho animado. Em seu auge, o personagem fez subir o consumo da hortaliça nos Estados Unidos, ainda que de forma menos apetitosa, já que lá se costumava adquiri-la enlatada.

Rotas gastronômicas

Apreciado em terras americanas e além, o espinafre faz parte da família da beterraba e foi domesticado na Ásia. Seu nome de batismo científico é Spinacia oleracea e ele foi levado por árabes para a Europa na Idade Média. Desde então marca presença em muitas cozinhas.

Na culinária clássica francesa, aparece de tudo quanto é jeito, junto de queijos, ovos, peixes e outras carnes. Casa com massas, compõe sopas, risotos, entre muitas preparações. Alguns livros de receitas trazem o apelido “à florentina” para todos os pratos que levam o ingrediente.

Segundo historiadores, a alcunha tem relação com Catarina de Médici (1519-1589), italiana de Florença, que se casou com Henrique II (1519-1559), rei da França. Há quem diga que a moça trouxe uma porção de costumes e predileções de sua terra natal. O vegetal também teria vindo em sua bagagem.

No Brasil, essa versão é chamada de mini-espinafre e tem folhas mais finas e delicadas quando comparada ao tipo mais comum por aqui. Na verdade, aquele que aparece em nossas feiras e supermercados é o espinafre-da-nova-zelândia (Tetragonia tetragonioides), de formato meio triangular e cor verde bem escura.

Esse aí raramente dá as caras em saladas in natura. Muita gente não aprova o sabor mais amargo ou sua textura meio áspera, difícil de mastigar. Uma sugestão para o dia a dia é refogá-lo junto de cebola e alho, numa mistura que reúne uma rica quantidade de compostos protetores. Quem tem mais traquejo entre as panelas, entretanto, pode apostar nas opções à florentina.

O espinafre do Popeye?

Prometi falar de uma teoria mais polêmica sobre a escolha do espinafre do velho marinheiro. Pois bem, ela vem da música escolhida para esta coluna. Só tire as crianças da sala, por favor.

A canção, do final da década de 1930, é intitulada The Spinach Song e foi gravada por Julia Lee (1902-1958). Ela tem uma letra de duplo sentido que remonta ao tempo em que o espinafre era um dos apelidos da maconha. Levanta, inclusive, suspeitas sobre o conteúdo do cachimbo do Popeye. Vai saber…

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A marmita veio para ficar

Nos últimos anos, vimos profissionais de várias áreas entrarem na onda da marmita. Com a pandemia do coronavírus, o movimento ganhará ainda mais adeptos. Pelo menos é o que aponta uma pesquisa da VR Benefícios, feita em parceria com o Instituto Locomotiva. As entrevistas online com 2 481 brasileiros de todas as regiões indicam que subiu de 47 para 54% a quantidade de gente que pretende virar marmiteira.

Para Roseli Cândeo, instrutora de gastronomia do Senac EAD, entre os motivos que explicam essa tendência estão o custo da alimentação — mais cara fora de casa — e o medo de contaminação pelo vírus. Para ela, a saúde sai ganhando, já que, diante de tanta diversidade nos restaurantes, é comum montarmos pratos gigantes e desequilibrados.

Dicas de ouro

Roseli ensina alguns truques a quem vai apostar nas marmitas

Temperatura
A comida que passou por cocção precisa ser conservada abaixo de 5 °C ou acima de 60 °C. Se a temperatura ficar no meio do caminho, há risco de proliferação de micro-organismos.

Transporte
Use uma ótima térmica. Outra dica de Roseli é que, em casa, a comida permaneça congelada. Aí, durante o trajeto até o trabalho, não há risco de a temperatura ultrapassar 5 °C.

Pote
Para a instrutora de gastronomia, o vidro é o melhor material. “É o mais seguro e fácil de lavar”, elogia. Com o tempo, o plástico pode liberar elementos nocivos à saúde.

Montagem
Ao congelar a comida, não deixe espaços vazios para não formar cristais de gelo. Já corte certos itens, como bifes. A salada vai em outro pote — e com o tempero à parte.

Demandas ao comer fora

Segundo Paulo Grigorovski, diretor-executivo de Marketing e Serviços ao Trabalhador da VR Benefícios, as pessoas ainda contaram o que esperam de um restaurante no novo normal. As principais demandas são: intensificar a limpeza e a desinfecção do ambiente (92%); fácil acesso a álcool em gel (91%); manter o ambiente mais aberto e ventilado (88%); e mais barreiras físicas para proteger equipamentos e comida (79%).

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Por que o zinco virou o elemento da vez

Tempos atrás, quando se falava em vitaminas e minerais, pensava-se imediatamente em suplementação infantil. Essa percepção nos dias atuais mudou e as evidências científicas mostraram que os suplementos, quando bem indicados, não são um assunto apenas para crianças em desenvolvimento.

Quem consegue garantir, com total e absoluta certeza, uma vida com sono regular todos os dias, sem estresse, preocupações e episódios de ansiedade, com refeições balanceadas e altamente ricas em vitaminas e minerais (feitas em horários corretos e sem pressa), com atividades físicas regulares e ao menos 15 minutos de banhos de sol? A verdade é que, com a correria da vida urbana, a maioria da população mundial não tem conseguido unir todos os elementos necessários para uma vida totalmente saudável e, como já se sabe, isso faz total diferença nas deficiências do organismo.

Com o aparecimento da Covid-19, as pessoas entenderam, mais do que nunca, a importância de adotar alguns hábitos mais regrados, visto que alguns fatores de risco associados ao estilo de vida facilitam quadros graves da doença. Obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, pulmonares e renais são apenas alguns deles. Assim, a busca por fortalecer o sistema imunológico cresceu significativamente.

É nesse cenário que se passou a falar mais do zinco, a ponto de ele virar o elemento da vez. E, sim, esse é um dos minerais mais necessários para o organismo. A procura por suplementos com zinco e outras substâncias bem-vindas se expandiu com a pandemia. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) houve um aumento de 48% na ingestão de multivitamínicos e afins nos lares de diversas cidades brasileiras.

O mesmo estudo, realizado em maio de 2020, revelou que 63% das pessoas entrevistadas justificaram o consumo para melhorar a imunidade. Posteriormente, uma análise mais específica mostrou que 70% daquelas que aumentaram a ingestão desses produtos desejam manter o hábito após a pandemia.

O zinco participa de mais de cem reações enzimáticas do organismo, estando envolvido em processos fisiológicos do crescimento e do desenvolvimento, na capacidade cognitiva e principalmente no combate aos radicais livres, moléculas que se formam naturalmente e que, com o tempo, podem prejudicar órgãos e tecidos. Os radicais livres estão por trás do estresse oxidativo, um estado que, se não for equilibrado pela presença de antioxidantes (caso do zinco), está associado a mais de 200 doenças diferentes.

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Sabemos que pessoas com diabetes, por exemplo, podem apresentar um grau aumentado de estresse oxidativo, o que reforçaria a necessidade de garantir uma proteção antioxidante com a alimentação e, se for o caso, a suplementação, incluindo o zinco e outros micronutrientes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência de zinco no corpo humano acomete um terço da população pelo planeta e provoca falta de apetite, enfraquecimento de unhas e cabelos, dificuldade de cicatrização, baixa imunidade e maior propensão a infecções. O mineral atua como um mediador para manter a resposta imune em dia contra micro-organismos.

Por não ser produzido pelo próprio corpo, precisamos obtê-lo pela alimentação e, se o profissional de saúde julgar adequado, complementar via suplementação. O zinco pode ser encontrado em fontes animais e vegetais, tais como amendoim, amêndoa, camarão, carne vermelha, castanhas, chocolate amargo, feijão, grão-de-bico, ostras, sementes de abóbora, noz-pecã, ovos, cogumelo shitake, gergelim, lentilha, entre outros.

A recomendação de ingestão diária varia de acordo com a fase da vida, mas, em termos gerais, o nível de zinco no sangue deve ficar entre 70 a 130 mcg/dL. No entanto, para quem possui determinadas restrições alimentares ou não consegue manter uma dieta rica em zinco, o ideal é recorrer a suplementos existentes no mercado, que entreguem dosagens de 30 mg de zinco.

Vale lembrar que, embora o zinco seja fundamental para a defesa imunológica, não existem evidências científicas que comprovem uma proteção direta contra o coronavírus. Sua reposição deve ser feita com avaliação e prescrição médica, após exames específicos e podendo ser ajustada com o profissional de acordo com as necessidades do paciente.

* Luís Carlos Sakamoto é médico-assistente do Centro de Referência da Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington, em São Paulo, membro da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da FEBRASGO e professor de ginecologia da Faculdade de Medicina do Centro Universitário das Américas

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Iogurte inovador chega ao mercado

A marca Vigor acaba de lançar a linha Viv Búlgaro, com iogurtes feitos de forma peculiar. Eles são fermentados direto no pote — e não em tanques, como ocorre normalmente. “Se a temperatura e a conservação forem bem controladas, esse processo pode preservar mais bactérias benéficas no alimento”, nota a nutricionista Juliana Groop, da clínica Alira, em São Paulo.

Ainda segundo a profissional, como o iogurte ao estilo búlgaro não é drenado, parte dos nutrientes que poderia ser perdida no soro segue no produto. A linha tem três sabores: tradicional, damasco e blueberry com baunilha. Juliana diz que o primeiro é excelente, já que possui poucos ingredientes — e eles são naturais. Já os saborizados pedem comedimento em razão dos aromatizantes e espessantes.

Compare

As principais diferenças entre o iogurte natural, feito com dois ingredientes, e o búlgaro tradicional*

Iogurte natural com leite e fermento
Possui um pouco mais de gorduras saturadas, que exigem parcimônia. Mas não tem adição de açúcar, apenas os carboidratos naturais do leite.

Carboidratos: 6,8 g
Gorduras saturadas: 3,3 g
Cálcio: 180 mg

Iogurte búlgaro tradicional
Também reúne pouquíssimos ingredientes, o que é ótimo, mas há um pequeno acréscimo de açúcar à fórmula.

Carboidratos: 13 g
Gorduras saturadas: 2,5 g
Cálcio: 192 mg

* Os valores se referem a 130 gramas dos iogurtes.

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Plataforma reúne produtos artesanais

A pandemia do coronavírus trouxe uma maior dificuldade de encontrar alimentos feitos por pequenos produtores. Essa foi a motivação de Kim Machlup para criar a plataforma Baskets.

Hoje, o site engloba mais de 450 itens fornecidos por 60 produtores das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. “A ideia é ter mais 25 parceiros ainda neste trimestre”, revela Kim.

Tudo que está ali é obtido de forma artesanal e sem conservantes. Ao escolher esse tipo de produto, o consumidor ganha em saúde e, ao mesmo tempo, dá uma força ao trabalho familiar. A plataforma oferece pães, cafés, queijos, geleias, granolas, méis, kombuchas, iogurtes, e por aí vai. As entregas ocorrem em São Paulo, Alphaville e ABC Paulista. Mas já há planos de expansão para outros locais.

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Receita do dia: fricassê de abobrinha

Você provavelmente já se deparou com receitas de
fricassê de frango ou até de bacalhau,
certo? Mas apostamos que a opção de abobrinha é uma novidade para você. Pegue
já o caderninho de receitas e anote o passo a passo dessa alternativa
deliciosa, nutritiva e superprática de fazer.

Você vai
precisar de:

1 colher de sopa de manteiga ou margarina;

1 fio de azeite;

2 dentes de alho amassados;

1 cebola média picada;

1 colher de chá de páprica defumada;

4 abobrinhas médias picadinhas em cubos;

2 cenouras médias raladas;

2 colheres de sopa de cheiro-verde;

1 pitada de sal;

1 pitada de pimenta-do-reino;

300 g de muçarela ralada;

1 xícara de chá de batata palha;

1 caixa de creme de leite;

1 lata de milho-verde (com o soro);

1 pote de requeijão cremoso;

1 colher de sopa de amido
de milho.

 Modo de preparo

Numa panela, coloque a margarina e o fio de azeite,
adicione os dentes de alho amassados, a cebola picada e uma colher de páprica
defumada e deixe dourar.

Adicione a abobrinha picada e a cenoura ralada.

Tempere com sal, cheiro-verde e pimenta-do-reino e
reserve.

Coloque um copo de água e tampe até refogar em fogo médio.
Em seguida reserve.

Para finalizar

No liquidificador, adicione a caixinha de creme de leite,
o milho-verde, o requeijão cremoso e uma colher de sopa de amido de milho.

Processe todos os ingredientes no liquidificador e depois
adicione a mistura do creme batido na panela com a abobrinha e a cenoura
refogadas e deixe refogar por mais cinco minutos até ferver.

Em seguida, coloque numa travessa e adicione o queijo
muçarela ralado por cima.

Leve ao forno preaquecido a 180 °C por 30 minutos.

Para finalizar, adicione a batata palha e sirva-se.

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