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Conheça a compostagem e saiba como fazer a sua em casa

A busca por uma alimentação saudável tem sido uma prática cada vez mais comum na vida das pessoas. A escolha de alimentos orgânicos é uma ótima opção para a implementação desse hábito de forma ainda mais sustentável e saudável.

Mas o que fazer com os resíduos orgânicos? Devo descartá-los?

A compostagem pode ser uma ótima solução, já que contribui para a renovação da vida. Nesse processo, os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação da matéria orgânica.

Saiba como fazer compostagem em casa!

Comece separando os resíduos, por exemplo, resto de verduras, frutas e de outros alimentos. A composteira transformará os resíduos em adubo para as plantas e você pode escolher entre ter uma composteira apenas com os resíduos (microbianas) e uma com minhocas, as duas funcionam bem e apenas variam no tempo da compostagem dos resíduos, com as minhocas o tempo cai pela metade.

Já existem diversas ONGs que colaboram ensinando a compostagem ou fazendo a coleta dos resíduos. Se você não tem espaço para uma composteira em casa, apenas separe o lixo, procure o local correto e descarte-o com segurança e consciência.

Se cada um fizer a sua parte, é possível reduzir cada vez mais o impacto ambiental!

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Açaí contaminado é o grande motivo por trás da Doença de Chagas

Ao pesquisar sobre a Doença de Chagas na internet, é comum encontrar a informação de que se trata de um problema provocado pelo protozoário Trypanosoma cruzi, e que esse micro-organismo é transmitido às pessoas por meio do mosquito conhecido como barbeiro. Pois está na hora de uma parte desse raciocínio passar por revisão. Embora o tal protozoário seja realmente o causador da enfermidade, hoje ele é passado adiante principalmente através do açaí contaminado – e só em menor proporção pela picada do inseto.

Atualmente, cerca de 70% dos casos de Chagas têm como pano de fundo o consumo de açaí contaminado. A descoberta é de um grupo de pesquisadores liderado pelo cardiologista Odilson Silvestre, professor na Universidade Federal do Acre (Ufac), e foi publicada no jornal científico Clinical Infectious Diseases.

Os cientistas fizeram uma revisão sobre casos de Chagas aguda transmitida via oral desde 1965. “Foi aí que percebemos que a doença mudou de cara”, resume Silvestre. “E é fundamental que os médicos saibam disso”, completa Miguel Morita, cardiologista da Quanta Diagnóstico por Imagem e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que também assina o artigo.

Ora, sabendo dessa relação, há maior chance de os médicos diagnosticarem a doença precocemente, o que é imprescindível para evitar graves consequências lá na frente.

Na fase aguda, seja por picada ou ingestão de alimentos contaminados, o protozoário instiga sintomas como febre, lesões na pele, mal-estar e talvez falta de ar. “Às vezes, parece uma doença viral”, compara Silvestre.

Se a Doença de Chagas não for detectada nesse momento, há um grande risco de o quadro se tornar crônico e ficar um tempão sem dar mais sintomas. “Só que depois de dez ou 15 anos, o sujeito desenvolve uma insuficiência cardíaca para a qual não há um tratamento específico”, explica Morita.

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Qual o problema do açaí

Os pesquisadores especulam que a encrenca está associada ao modo de processamento do alimento, que, em geral, acontece à noite. Isso porque o mosquito barbeiro é atraído pela luz. Voando por ali, o inseto deposita suas fezes onde o açaí é manipulado ou até mesmo é macerado junto ao suco da fruta.

De acordo com Morita, há maneiras de evitar que essa iguaria brasileira vire um reduto de Trypanosoma cruzi. “Uma das medidas é realizar o branqueamento, que nada mais é do que uma técnica que esquenta o alimento a 80 °C. Em seguida, ele é esfriado. Isso mata o protozoário”, ensina.

O duro é saber quem de fato recorre a esse procedimento. De olho nisso, a necessidade de uma fiscalização rígida é urgente. Para ter mais segurança e não deixar de usufruir dos inúmeros benefícios desse rico alimento, compre açaí em locais de confiança. E prefira marcas com selo da vigilância sanitária, um sinal de que foi pasteurizado – isto é, passou pelo tal branqueamento.

Agora, uma ponderação: embora seja o mais comum, o açaí não é o único alimento capaz de carregar o protozoário. Em Santa Catarina, por exemplo, já houve surto de Doença de Chagas por causa do consumo de caldo de cana contaminado. “Nem sempre é fácil identificar a fonte exata da contaminação”, observa o professor da UFPR. Por isso é tão crucial não menosprezar os sintomas típicos da fase aguda.

“Precisamos fazer algo em termos de prevenção e tratamento. Porque essa é uma doença que, depois de instalada, não tem cura”, reforça Silvestre. “Tentamos tratar suas consequências”, acrescenta.

Coisa que, diga-se de passagem, não é tão simples. Para ter ideia, a insuficiência cardíaca ocasionada pelo quadro anos mais tarde pode ser tão grave a ponto de exigir um transplante cardíaco. “Para evitar isso, temos que agir agora”, conclui Morita.

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Proteína vegetal: por que todo mundo deveria comer mais

Um interesse crescente na sustentabilidade, aliado à promoção de hábitos saudáveis, vem resultando em uma maior tendência de substituir alimentos de origem animal pelos de origem vegetal. E aí vem a preocupação com o valor nutricional, sobretudo com o teor de proteína na dieta.

As principais fontes de proteína vegetal são sementes de cereais e leguminosas. As leguminosas (e algumas oleaginosas) geralmente têm de 30 a 50% do seu peso seco de proteína, enquanto os cereais têm um pouco menos, cerca de 10%.

De quem estamos falando? As leguminosas são a família do feijão, da lentilha, da ervilha, do grão-de-bico, do tremoço, da soja e do edamame. Além de fontes de proteína, são ricas em fibras. Essas duas características lhes conferem um alto poder de saciedade, que é bem-vindo a qualquer processo de emagrecimento ou manutenção do peso.

Uma boa quantidade de fibras aumenta o tempo de mastigação, estimula os sinais precoces de saciedade, atrasa o esvaziamento do estômago e, ao formar géis viscosos no trajeto, retarda a passagem da comida pelo sistema digestivo. Já as proteínas instigam a secreção de hormônios que nos deixam mais satisfeitos à mesa (e depois).

Esse combinado melhora a adesão a um plano alimentar com menor consumo de calorias. E ainda tem baixo índice glicêmico, o que auxilia a regular as concentrações de glicose e insulina no sangue, evitando a fome mais cedo e, no longo prazo, o ganho de peso.

A proteína vegetal não vem sozinha. E, além das fibras, as leguminosas e sementes ofertam uma série de micronutrientes, como ferro, selênio, potássio, zinco, vitaminas A, E e do complexo B. Diante disso, recomendamos consumir pelo menos meia xícara de leguminosas por dia, ou 90 gramas.

Ervilha, soja e companhia

Uma das sacadas é variar na escolha das integrantes dessa família. E convidar não só as leguminosas, mas também as sementes e oleaginosas para seus lanches e refeições. Destaco as propriedades nutricionais de alguns desses alimentos:

Feijão

É democrático e excelente fonte de proteína, vitaminas do complexo B, fibras e minerais essenciais como ferro e cálcio. Uma concha (100 gramas) de feijão cozido fornece 8 gramas de proteína.

Ervilha

Apresenta zinco, luteína e vitaminas do complexo B, caso de ácido fólico e niacina. Uma xícara de ervilha cozida (100 gramas) carrega 7,9 gramas de proteína.

Grão-de-bico

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Ostenta uma quantidade generosa de proteína, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, manganês e outros micronutrientes com funções importantes. Uma concha (100 gramas) da versão cozida possui 6 gramas de proteína.

Tremoço

Famoso nos petiscos, é fonte de fibras, cálcio, complexo B e proteínas. Mas não abuse das versões em conserva, com muito sódio. Uma xícara de tremoço cozido (100 gramas) tem 11 gramas de proteína.

Soja, tofu e edamame

Tanto a leguminosa como essa receita, que é resultado de um processo feito com o leite de soja, são opções interessantes. O tofu, que lembra um queijo, apresenta cálcio e isoflavonas, assim como vitaminas B, D, E, F e K, a exemplo de sua matéria-prima, a soja. Um pedaço médio (30 gramas) de tofu oferece 8 gramas de proteína. Já uma concha de soja cozida (100 gramas) representa 14 gramas de proteína. O edamame, por sua vez, é a semente de soja ainda verde e tem as mesmas propriedades nutricionais.

Semente de abóbora

Está com a popularidade crescendo. Contém magnésio e triptofano, fibras, proteínas, antioxidantes, ômega-3 e zinco. Duas colheres de sopa (30 gramas) carregam 5 gramas de proteína.

Nozes

Essas oleaginosas são ricas em gorduras poli-insaturadas, com quantidade apreciável de ômega-3. Ainda nos entregam vitamina E, ácido fólico e um aminoácido chamado arginina, importante para o relaxamento dos vasos e o controle da pressão, e um monte de fitoquímicos. Um punhado (30 gramas) tem 5,5 gramas de proteína.

O clássico arroz e feijão

Essa dupla, que tem a cara do prato brasileiro, é muito importante inclusive em matéria de proteína. Aqui temos a junção de um cereal e uma leguminosa. O arroz, como todo cereal, é deficiente no aminoácido lisina. Por outro lado, o feijão não é fonte de metionina, outro aminoácido essencial.

Quando juntamos os dois na mesma refeição, promovemos uma espécie de casamento desses aminoácidos, o que incrementa seu valor nutricional. Esse fenômeno se repete em outras combinações de cereais e leguminosas. Por isso, fique à vontade para testar trigo + grão-de-bico, cevada + lentilha, e por aí vai.

Apesar de o consumo de leguminosas ter baixado no Brasil nos últimos anos, o popular arroz e feijão segue presente em muitos lares e deve ser encorajado. Além da tradição, sua riqueza nutricional é exemplar.

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